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16.11.2020 - NOVA FASE DA DISPUTA ENTRE MELO E MANUELA SERÁ ACIRRADA EM PORTO ALEGRE

Guerra de informações e articulações de bastidores devem marcar as próximas semanas

Com o tempo diminuído em função da pandemia, as restrições às atividades de rua e o excesso de candidatos, tanto para a prefeitura quanto para a Câmara de Vereadores, a campanha do primeiro turno da eleição em Porto Alegre se anunciava enfadonha. Há dois meses, às vésperas de seu início oficial, entre os pré-candidatos ao Executivo a sensação era de insegurança. Nenhum sabia direito o que dizer para conquistar eleitores irritados com as medidas restritivas e a profusão de informações; preocupados com as aulas, o trabalho e o dinheiro; ansiosos por um remédio ou uma vacina. Em 50 dias, o cenário mudou por completo. Porto Alegre começa o segundo turno na expectativa de uma campanha polarizada, com o uso pesado de desinformação e muitas articulações de bastidores encabeçadas por jogadores que sabem “fazer política”.

Manuela D’Ávila (PCdoB) vai tentar formar um bloco de centro-esquerda, Sebastião Melo (MDB) trabalha para arregimentar o apoio que for possível entre PP, PSD, Republicanos, Podemos, Pros, PSL e PL. A polarização funciona bem em Porto Alegre e haverá uma concorrência acentuada, com rearranjos, pelas periferias, onde Manuela largou na frente, mas o MDB já começou a atuar pela inversão das posições. Na outra ponta, se conseguir um avanço que parece difícil sobre as classes média e alta, onde sua aceitação já é acima daquela do campo à esquerda, a candidata do PCdoB poderia garantir uma vantagem com mais tranquilidade.

“Será acirradíssima a competição e o quadro é complicado. Não há personalidade com voto cativo, não há transferência automática dos votos dos que agora estão de fora, e a união de muitos partidos não garante a mobilidade de todo um eleitorado para um lado ou outro. Eles não têm essa força”, avalia Luis Gustavo Grohmann, professor do Departamento de Ciência Política da Ufrgs. Apesar de todos os fatores, a polarização pode não “contaminar” os embates diretos entre os candidatos. “Frente a frente, Manuela e Melo tendem a manter debates mais amenos, porque não possuem aquele perfil agressivo no trato pessoal”, ressalva a professora Silvana Krause, do Programa de Pós-graduação em Ciência Política da Ufrgs.

Desde o final de setembro, o que ocorreu em Porto Alegre mostrou que a campanha era morna só na aparência. Nos bastidores, a profusão de notícias falsas, ataques pessoais, ameaças, brigas, xingamentos e expedientes para afastar oponentes da disputa pautou 2020. De público, os impactos do acirramento puderam ser observados mais abertamente sobre três candidatos: Manuela, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que tentava a reeleição, e José Fortunati (PTB).

Sobre Manuela, notícias falsas em redes sociais chegavam diariamente aos celulares de eleitores. Ela obteve decisão judicial para a retirada de mais de meio milhão de postagens desse tipo. Nos debates, a ex-deputada passou ouvindo ofensas e ilações pessoais de um candidato que utilizava seu tempo quase que exclusivamente para os ataques.

Marchezan entrou na eleição enquanto sua administração enfrentava a pandemia adotando medidas que nunca agradavam a todas as parcelas da população, o que foi explorado por oponentes do mesmo campo ideológico do prefeito, abrindo dissidências entre seus eleitores de 2016. A cem dias do pleito, começou a enfrentar um processo de impeachment de contornos políticos e recheado de lances polêmicos no Legislativo e no Judiciário.

Fortunati abandonou a competição após seu vice ter a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) quando faltavam seis dias para a votação do primeiro turno. O autor da ação foi um candidato a vereador do PRTB, partido aliado de Melo, ex-companheiro de Fortunati na administração da Capital. Dos três, só Manuela se manteve no páreo, que vai disputar com o emedebista.

Resultados:


Sebastião Melo (MDB) 31,01% / 200.080 votos
Manuela D'Ávila (PCdoB) 29,00% / 187.262 votos
Nelson Marchezan Júnior (PSDB) 21,07% / 136.063 votos
Juliana Brizola (PDT) 6,41% / 41.407 votos
Fernanda Melchionna (PSol) 4,34% / 27.994 votos
Valter Nagesltein (PSD) 3,10% / 20.033 votos
João Derly (Republicanos) 2,94% / 19.004 votos
Gustavo Paim (PP) 1,24% / 7.989 votos
Rodrigo Maroni (PROS) 0,51% / 3.314 votos
Montserrat Martins (PV) 0,22% / 1.415 votos
Júlio Flores (PSTU) 0,13% / 852 votos
Luiz Delvair (PCO)* 0,02% / 142 votos

Brancos 5,06% / 36.678 votos
Nulos 5,81% / 42.076 votos
Abstenções 33,08% / 358.217 votos

Total 724.509 votos
Votos válidos 645.613 votos

fonte: correio do povo
 



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