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Crise financeira não deve enfraquecer direitos humanos, diz ONU

A crise financeira global não deve levar a uma erosão dos direitos fundamentais e das liberdades, cristalizados há exatos 60 anos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, ressaltou a Organização das Nações Unidas (ONU).

O documento é uma referência e ecoa em constituições e leis de mais de 90 países, mas permanece uma promessa não cumprida para milhões de pessoas.

Segundo a ONU, há um risco de que, à medida que se desenrola a crise financeira atual, os indivíduos e comunidades mais pobres e marginalizados do mundo enfrentem uma situação ainda mais terrível. E mais: a ONU diz que a pobreza é a causa e o resultado de violações dos direitos humanos e que, nos próximos meses, vai ser preciso ser extremamente vigilante para garantir que programas de desenvolvimento e redes de segurança social sejam mantidos e fortalecidos para que os efeitos da crise não se tornem calamitosos. A Declaração Universal diz que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos...todos têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”.