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Record "inventa" auditoria em campanha por SC
Ao contrário do que a Record tem anunciado, o Ministério Público do
Estado de São Paulo (MP-SP) negou fiscalização à conta utilizada
pela emissora para arrecadar doações na campanha para reconstrução
de Santa Catarina, estado afetado pela tragédia climática. A
informação é do colunista da Folha de S.Paulo, Daniel Castro,
publicada em sua coluna de ontem.
Desde a última semana, a emissora do bispo Edir Macedo tem divulgado
uma conta bancária do Instituto Ressoar para que os telespectadores
façam suas doações. Para garantir credibilidade à ação, alguns
apresentadores informaram que o Ministério Público fiscalizaria a
conta.
Em nota oficial divulgada na segunda-feira última, o MP-SP confirmou
que a Record enviou um ofício solicitando a fiscalização.
Entretanto, desmentiu que esteja auditando os recursos. Segundo a
assessoria de imprensa, não cabe ao Ministério auditar esse tipo de
campanha e a autorização não foi dada para que a emissora utilize
seu nome. O pedido sequer chegou a ser analisado, afirma.
Informada sobre a nota, a emissora admite que o órgão apenas poderia
"acompanhar" a campanha. Para Honorilton Gonçalves, vice-presidente
artístico da Record, o erro foi o uso da palavra "fiscalizar". "A
Record não tem nada para esconder, não vai ficar com um centavo",
completou à Folha.
O Instituto Ressoar tem informado em seu site o total arrecadado e o
número de casas que podem ser reconstruídas com o valor.
A assessoria de imprensa da Record não se pronunciou, mas disse que
vai checar a informação com o departamento jurídico antes de se
manifestar oficialmente. |