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Profissionais de imprensa da Itália paralisam e mostram união
Se os profissionais do ramo das comunicações no Brasil fossem mais
unidos e, politicamente mais conscientes, com certeza as conquistas
seriam maiores. Um bom exemplo tem sido constatado na Itália, onde
movimentos de paralisação têm atingido as categorias de rádio, tv e
jornal.
Em 18 de dezembro os s jornalistas italianos de rádio e televisão
realizaram uma greve de 48 horas, convocada pela Federação Nacional
da Imprensa Italiana (FNSI), que exigia a renovação do convênio
coletivo. Agora o movimento atinge os profissionais de jornais, que
estão em greve como forma de protesto contra os editores, que,
segundo os sindicatos, se recusam a negociar novas regras e
garantias para o setor da informação. A queda de braço dura dois
anos e registrou 18 dias de greve até agora.
Os três dias de greve, mais dois de festividades por causa do Natal,
quando normalmente os jornais não são publicados na Itália,
totalizam cinco dias sem os principais diários do país nas bancas.
Entre os jornais que não serão publicados nos próximos cinco dias
estão o Corriere della Sera, La Repubblica e La Stampa. Agências de
notícias, assessorias de imprensa e edições online dos jornais
também aderem à greve.
Na avaliação do porta-voz da Federação da Imprensa, Renzo Santelli,
os editores querem ter liberdade para agir e contratar profissionais
sem oferecer nenhum tipo de garantia como contrapartida, colocando
em risco a qualidade e a liberdade de informação.
"Eles consideram nosso contrato nacional rígido e acham que temos
muitas garantias. Preferem um sistema sem regras", disse o porta-voz
Santelli.
A Federação da Imprensa afirmou, em um comunicado, que está disposta
a colaborar para "garantir um perfil pluralista e equilibrado a um
setor que está atravessando profundas transformações".
A entidade, no entanto, defende a "dignidade" dos profissionais e
reivindica garantias de independência na mídia.
Para Santelli o aumento da publicidade nos jornais e televisões é
uma demonstração de que problemas econômicos não são o motivo da
crise pelo qual o setor diz passar.
"Muitos editores não têm interesse específico no setor, eles querem
é ganhar com a publicidade. Neste ano, as grandes empresas
editoriais registraram um incremento publicitário de 4% para os
jornais e muito mais para a TVs. Então, o problema não pode ser
econômico." |