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Trabalhadores das Fundações encaminham Moção de Repúdio a Rigotto

A assembléia Geral do Semapi, realizada na tarde de ontem, no auditório da Fetag, que rejeitou o vergonhoso índice de 6,30% oferecido pelo governo estadual, além da rejeição à proposta e à determinação de deflagração de uma greve geral para o ano que vem, também encaminhou uma Moção de Repúdio a Germano Rigotto.

Após a Assembléia, os trabalhadores se dirigiram ao Palácio Piratini, onde pretendiam ser recebidos pelo governador. Diante da negativa de Rigotto e com a intermediação do deputado Elvino Bohn Gass (PT), presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa, uma comissão foi recebida pelo Chefe da Casa Civil, Alberto Oliveira e entregou-lhe em mãos o documento. Leia a seguir o texto na íntegra e confira as fotos da assembléia dos trabalhadores.

MOÇÃO DE REPÚDIO

Os trabalhadores das FUNDAÇÕES, ASCAR/EMATER E COHAB reunida em Assembléia Geral no dia 20 de dezembro de 2005 para apreciar proposta do Governo do Estado, ano 2004 e 2005, deliberou pela rejeição e repúdio a política salarial do Governo.

Entendemos a atitude dos negociadores do GAE como desrespeitosa e a acintosa querendo o confronto, uma vez que subestima a capacidade de pensar, sentir e agir de uma categoria que sabe do VALOR DO SEU TRABALHO.

Se o Governo entende que o momento é oportuno e deseja o confronto ou, quem sabe, que o processo de negociação se torne uma arena de disputas não só políticas, mas partidárias, então está no caminho certo. A proposta apresentada na mesa de negociação, menor que a proposta do ano anterior, vai de encontro com a proposta de UNIR O RIO GRANDE.

Os negociadores do GAE ao apresentar a proposta afirmam que esta reconhece “a justeza, legalidade e o merecimento da categoria” mas contraditoriamente apresentam uma “oferta de liquidação”. Uma proposta que não repõem as perdas e impõem a quitação das duas datas-base. Outrossim, os negociadores confundem negociação salarial com gestão e inclui na proposta jornada de trabalho e planos de cargos de salário como alternativa de compensação de perdas salariais.

Por tudo isto a Categoria do SEMAPI repudia e rejeita por unanimidade a proposta apresentada pelo Governo e aguarda o prosseguimento das negociações.