Sintonia On Line

2005: Lula tem visão otimista enquanto Bush prevê dificuldades

Realmente o dia-a-dia comprova cada vez mais que o provérbio "cada um colhe o que planta" pode ser estendido aos planos e desempenhos governamentais. Quer confirmar na prática? Então leia a síntese de duas matérias publicadas em diferentes jornais.

Em material divulgado na Agência Brasil, assinado pela jornalista Luciana Vasconcelos, o presidente Luis Inácio Lula da Silva deixa transparecer todo o seu otimismo para o ano de 2005. "2005 será muito melhor para o crescimento da economia do país, para geração de empregos, para distribuição de renda, e por que não dizer será muito melhor para aqueles que continuarem acreditando no Brasil e vierem a fazer seus investimentos aqui conosco", Suas palavras foram proferidas durante lançamento do Fundo de Investimento em Participações Brasil Energia, no Palácio do Planalto.

Lula disse ainda que conta com apoio do Congresso Nacional para votar os projetos de interesse do povo brasileiro. "Em nenhum momento o Congresso Nacional, a Câmara ou o Senado, faltaram com aquilo que era do interesse do povo brasileiro enviado pelo Poder Executivo", disse. "Até agora foi votado tudo. É por isso que nós conseguimos fazer as votações, o que para alguns parecia impossível, para outros que tentaram fazê-la durante 10 ou 12 anos e não conseguiram. Nós, em apenas 24 meses fizemos todas as votações que eram consideradas as mais importantes para desobstruir os canais que tiravam dificuldade para o crescimento econômico", completou.

Por outro lado, o presidente norte-americano George W. Bush prepara o seu país para dificuldades em 2005, conforme material que circula na edição de hoje, do jornal Zero Hora. Em coletiva concedida ontem, ele preparou o espírito dos americanos para mais violência no Iraque. Falou também de sua agenda legislativa para o segundo mandato prometendo apresentar uma proposta de orçamento que cortará pela metade, em cinco anos, o déficit fiscal recorde de cerca de US$ 400 bilhões, do ano passado. Bush foi evasivo sobre seu ambicioso plano de privatização parcial da previdência social, admitindo apenas que são "escolhas difíceis".