|
Rádio é do povo
Outro e-mail endereçado ao nosso Sindicato diz respeito ao acontecido no último dia 18, em Santo Ângelo, em que uma Rádio Comunitária foi fechada. Este lamentável episódio foi registrado em nosso site em material enviado por nosso diretor na regional, Paulo Renato.
A correspondência recebida trata da discriminação que estas emissoras sofrem ante a grande imprensa. O fechamento da Rádio Comunitária Radiocom FM deixa claro a quem interessa que a população tenha acesso a informação descomprometida. Leia a correspondência que, devido a sua extensão, foi resumida a poucos parágrafos.
Olá companheiros!
Gostaria de divulgar no sitio do Sindicato a arbitrariedade contra a Radiocom FM Santo Ângelo:
Indiferença e distorce fato contra Rádio Comunitária indicam que a mídia perde o rumo no debate democrático.
Esclarecemos a população santo-angelense que a Rádio Comunitária foi fechada
de forma arbitraria. Obviamente que a PF somente cumpriu seu papel na ordem
judicial. Porém, a população precisa saber o que houve com sua emissora.
Estamos apelando para este jornal, porque é único a gozar da credibilidade
da população leitora da cidade, aliás, único também a divulgar sem
distorcer, assim, podemos levar os acontecimentos a luz da verdade.
Ao contrário de dois outros jornais e suas respectivas emissoras de rádio
que noticiaram ser a Radiocom FM uma emissora pirata, o Jornal O Mensageiro
procurou-nos para ouvir o outro lado da versão, cumprindo, assim, a
imparcialidade da notícia e o verdadeiro papel da imprensa. Ficamos
perplexos ao constatarmos que os outros dois semanários da cidade apenas se
ativeram a notícia enviada pelo departamento de imprensa da PF sem nos
ouvir.
Cabe ressaltar que uma imprensa digna e que respeita seus leitores houve
ambas as partes envolvidas, assim se faz um jornalismo sério e comprometido
com a comunidade. Aos jornais e programas de radionotícia sensacionalistas:
A Radiocom FM nasce a parir de princípios éticos e morais, acima de tudo
respeita o ouvinte. Na verdade, o monopólio da imprensa tem medo de uma
emissora nas mãos da população, distorcer a notícia é justamente distorcer a
visão da comunidade.
Nós fomos censurados e encaramos isso como um ato ditatorial. A censura, em
tese, deixou de existir a partir do momento em que elevamos a voz do povo e
seu enterro oficial foi anunciado em 1979 com o anúncio da abertura política
no Brasil. Foi censurada também equivocadamente, pela imprensa e colegas de
rádio que aproveitaram o momento para aumentar o "Ibope" e vender mais o
pasquim. Chamar uma emissora comunitária de pirata ou clandestina é o mesmo
que chamar a comunidade de transgressora, porque a rádio é do povo.
Telismar Lemos Junior RP 3836
Idealizador da Radio Comunitária em Sto Ângelo e Diretor-Presidente da Entidade mantenedora.
|