Sintonia On Line

Sindicato cobra posicionamento de parlamentares ante as demissões ocorridas na RBS

Estamos reproduzindo na íntegra, correspondência enviada por nossa entidade a todos os senadores e deputados federais/estaduais, assim como em nível local aos nossos vereadores, independentemente de seus partidos. Nesta, solicitamos posicionamento ante as demissões ocorridas na RBS.

A direção do Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul vem através desta, denunciar a Vossa Senhoria que o Grupo gaúcho RBS - Rede Brasil Sul de Comunicações, recentemente demitiu 218 trabalhadores com média salarial de R$ 618,00.

"A instabilidade macroeconômica dos últimos anos, em especial no segundo semestre do ano passado, atingiu a grande maioria das empresas brasileiras, e a indústria de mídia não foi exceção". Esta foi a justificativa encontrada pelo Grupo para este vultoso número de trabalhadores dispensados em que eles afirmam estarem "adotando um amplo conjunto de medidas voltadas para a redução geral de seus custos".

Quando na atual conjuntura presenciamos que os juros estão caindo, a economia sendo gradativamente aquecida e, conseqüentemente, o nível de desemprego em forte tendência de queda, é lamentável que uma empresa com a responsabilidade social que possui, ande na contra-mão da história deste país.

No entender de nossa entidade, julgamos que o Grupo RBS mais uma vez age contra um Governo Popular. Insistem em efetuar boicotes contra as propostas do Governo Federal e estão desenvolvendo a mesma política retrógrada que já exercitaram em passado recente, contra governos de visão socialista, engajados com a política da cidadania plena.

Sem o menor escrúpulo, o Grupo RBS vem agora pedir socorro a este mesmo governo a que combate. Solicita recursos financeiros junto ao BNDES para sanar suas crises, geradas e provocadas por gestões administrativas incompetentes e irresponsáveis.

Diante disso, pedimos o posicionamento de Vossa Senhoria a favor dos trabalhadores e que as concessões, que são 
públicas, estejam obrigatoriamente nas mãos de pessoas responsáveis e voltadas a sua democratização.