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CAPA:
Trabalhadores da TVE/FM Cultura acertam com o governo Rigotto, mas dívida continua em pauta
O
histórico de lutas dos trabalhadores da TVE/FM Cultura
vem de longa data. Até chegarem a assinatura do Acordo
Coletivo ocorrido em 14 de março, eles penaram diante
das indecências oferecidas pelo governo Rigotto.
Ainda no ano passado, enquanto nós fechamos o acordo com
os representantes dos patrões para a categoria, os
trabalhadores da TVE/FM Cultura travaram uma intensa
luta com o governo estadual, que levou-os a realização
de uma greve de 24 horas. Nesta oportunidade os
programas locais não foram ao ar e os trabalhadores
publicamente mostraram o seu descontentamento com a
indiferença e o desrespeito do governo Rigotto. A
primeira proposta desse governo para os dois acordos em
atraso (2004/2005 e 2205/2006) foi o ridículo índice de
4%. Esta miséria foi rechaçada pelos trabalhadores por
distanciar-se muito do índice reivindicado:11,45%.
O presidente Caverna em mais de uma oportunidade esteve
reunido com o pessoal do Piratini, à espera de que
alguma proposta decente fosse apresentada. Em certa
oportunidade, em frente à sede da Rede TV! nossa
entidade somou-se aos jornalistas e aos representantes
do Semapi e, pessoalmente entregaram ao governador um
documento com as reivindicações dos trabalhadores.
Rigotto comprometeu-se a chamar as entidades para dar
continuidade às negociações, mas, somente no mês de
fevereiro, sua proposta foi apresentada.
O outro índice apresentado foi de 7%, para os dois
acordos em atraso, parcelados em três vezes: 2% em
março, 2% em julho e 3% em setembro. A categoria recusou
esta proposta e não descartou a possibilidade de uma
nova paralisação. Depois chegou-se a 8%, em 4 parcelas:
2% em maio, 2% em julho, 3% em setembro e 1% em outubro.
Finalmente, em 14 de março, já cansados de esperar pelo
reconhecimento desse governo medíocre e com a oferta de
melhoria no valor dos ticketes, os trabalhadores
acataram a proposta que lhes foi ofertada, que coincidia
com a dosjornalistas e a de todos os demais funcionários
de fundações estaduais. Foi aprovado o índice de 8% para
o reajuste dos seus salários. Este percentual será pago
em três parcelas, sendo 2% em maio, 2% em julho e 4% em
setembro.
O Vale-refeição/alimentação vai contemplar reposição
integral da inflação, retroativa a novembro/2005. O novo
vale é de R$ 11,50, acrescido de mais 11 vales extras de
igual valor.
O governo de Germano Rigotto se comprometeu a retomar as
negociações ainda em novembro desse ano, onde os
trabalhadores vão buscar recuperar a perda de 3,19%. Os
trabalhadores e o Sindicato vão cobrar esta promessa,
porque continua em pauta esta dívida.
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