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REGIONAL SANTA MARIA:
O Sindicato somos todos nós
JORGE
NASCIMENTO
E LAURO
GÓIS (DIRETORES)
Os
diretores Lauro Góis e Jorge Nascimento, da Regional de Santa Maria,
têm plena consciência do porquê foram eleitos para a atual diretoria
de nossa entidade. A tarefa deles é a de estarem sempre ao lado dos
trabalhadores, ou seja, de não se afastarem da categoria dos
radialistas, já que todos apostaram nessa direção e, por isso, a
resposta a ser dada é acima de tudo, trabalho.
Vamos
enumerar alguns fatos que integraram as nossas ações neste início de
ano junto à nova direção. Fomos até São Pedro do Sul e juntamente com
a direção da rádio Municipal São-Pedrense realizamos três produtivas
reuniões. E, para solucionar o problema daqueles que estavam em
situação irregular no mercado de trabalho, buscamos encaminhá-los para
o curso de qualificação realizado pelo Senac. Também estivemos
reunidos com a direção dos Veículos de Comunicação de Santa Maria,
onde discutimos a situação da categoria na cidade. Em Julio de
Castilhos fomos recebidos pela direção das Rádios 14 de Julho Am e
Itapuã Fm e com eles também tratamos e discutimos a questão dos
trabalhadores. Em Santiago adotamos a mesma política e encaminhamos
para a Delegacia Regional do Trabalho os que estavam em situação
irregular em suas empresas. Nessa cidade 14 novos radialistas se
formaram e estamos trazendo novos associados para o nosso sindicato.
Apesar
de todo este esforço, nem sempre podemos estar ao lado dos
companheiros, quando estes se submetem às estratégias dos maus
radiodifusores. Sabemos que em muitos casos o trabalhador em rádio e
tv é explorado pelos patrões, trabalhando sem vínculo empregatício com
as empresas. Esses patrões têm a cara-de-pau de questionar o porquê do
vínculo, com o seguinte argumento: Para quê? Vais vender publicidade
que é melhor, pois com uma boa venda a tua renda no final do mês
aumenta.
Não
bastasse esse tipo de exploração, os patrões ainda por cima ignoram a
importância do nosso Registro Profissional: Para quê? Isto é bobagem,
dizem sem a menor vergonha. Na opinião deles qualquer pessoa pode
exercer a função de radialista, e, até mesmo a telefonista da
emissora, por ter boa voz, pode vir a gravar comerciais. Há ainda
casos em que jornalista estagiário é contratado como locutor
iniciante, porque na opinião do dono da rádio, a sua empresa funciona
como rádio-escola e, diante disso, não existe a necessidade deste
estagiário fazer o curso de radialista. Enfim uma farra que não acaba
mais por parte dos patrões, que parecem nem conhecer e nem respeitar a
Lei nº 6.615, a Lei dos Radialistas.
Então,
diante desse quadro, cabe ao Sindicato, aos diretores, aos delegados
sindicais e a própria base dos trabalhadores denunciar o não
cumprimento da lei e dos acordos coletivos. Levar para a DRT,
Ministério Público do Trabalho e Policia Federal toda e qualquer
irregularidade, pois essa é a nossa função. Procure ou ligue para a
nossa Entidade, afinal o Sindicato somos todos nós, e aí, unidos,
poderemos enfrentar o gigante patronal que explora e com isso vamos
conquistar os nossos direitos que a Lei nº 6615 e os acordos coletivos
visam.
Estamos
a tua disposição através da nossa regional, afinal fomos eleitos para
lutar por ti companheiro radialista. |